Memórias da periferia

Osasco, 28 de Novembro de 2016. Noite. Um bafo meio frio e meio quente beija o rosto, balança gentil e suavemente o cabelo. Cruza a rua, subindo com passos largos, descendo com passos mais largos e mais rápidos, impulso da gravidade, uma corrida contida. As memórias penetram na pele como flechas. A gravidade. Arrepios. – … Continue lendo

Desejos de escrita

Osasco, 28 de Novembro de 2016 Quero me retirar para um lugar com praia ou um canto no meio do mato para escrever.  Sozinha comigo. Como nos filmes em que escritores mergulham em algum canto afastado para pode trabalhar em algum texto. Quiçá se apaixonar nessa viagem imersão. Fazer sexo com as palavras com a … Continue lendo

Toca

(…) ela saiu do banho. Sabia que estava perfumada e se sentia bem com seu cabelo molhado batendo no ombro e nas costas. Sorriu e passou seu perfume favorito. Primero em torno do pescoço e depois no colo e barriga. Seus amigos fizeram algum comentário sobre sua beleza. Aquela beleza que por tanto tempo ela … Continue lendo

Olhos que farejam a ausência e buscam a presença

(…) sozinha. Ela estava completamente sozinha. Era o mesmo local, a mesma hora que costumava ser, a mesma demora do ônibus que a levaria para sua casa na periferia. Encostou no poste com sua costumeira posição estranha. Caía sobre ela uma garoa fina e fraca do céu escuro. Não estava frio, era só as gotículas … Continue lendo

Essa menina

Só a masturbação salva. Optou-se em não mais fazer sexo. Não faz, simples assim. A menina que habita o corpo masculino está bem. E só. Ela gosta de seus músculos, pelos e seu pênis. Ela gosta do mito de Hermafrodito. É exatamente assim que ela se sente. Olha no reflexo do lago e vê o … Continue lendo