Toca

(…) ela saiu do banho. Sabia que estava perfumada e se sentia bem com seu cabelo molhado batendo no ombro e nas costas. Sorriu e passou seu perfume favorito. Primero em torno do pescoço e depois no colo e barriga. Seus amigos fizeram algum comentário sobre sua beleza. Aquela beleza que por tanto tempo ela não via, tamanha a destruição de si que fizeram. Sorriram juntos.

Ele disse para que ela se sentasse ao seu lado. Ela estranhou, mas aceitou o convite. Todos seguiam conversando sobre algum assunto trivial, desses que falamos em tardes ociosas e preguiçosas. Inesperadamente um toque, um carinho afetuoso. Seu corpo se fez árvore quando é beijada pelo vento. Tremeu vigorosamente.

Alguma chama de vida se acendeu naquele corpo. Que poder tem o toque o humano.

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