Das angustias generalizadas…

Vejo a luta das mulheres pelo direito ao aborto.
Vejo a luta das pessoas trans* pelo direito à operação e de serem tratadxs com dignidade.
Vejo a luta das pessoas LGBPQ para terem o direito de expressarem suas sexualidades sem o receio de sofrerem violência.
Vejo a luta de poucxs da comunidade body mods pelo direito de decisão e autonomia.
Vejo a luta de atletas body builders pelo direito de serem enxergados como atletas sérios…
Vejo tantas lutas pelo direito ao corpo.
Perceba que em todas as situações o corpo  e a subjetividade estão para o Estado como problemas a serem controlados, oprimidos e eliminados.
Perceba que em todas as situações, que poderiam ser ampliadas para tantas outras, o controle do Estado tem sido mais prejudicial do que o possível mal que eles tentam espantar. Em todas as situações recaímos em uma profunda discussão sobre lutas de classes e aí que a situação fica crítica e é justamente por isso que a luta pela libertação humana há de ser diária.

Meu amigo Lee me encaminhou essas palavras do Dr. Paulo Muzy e achei por bem compartilhá-las aqui. Fica meu desejo que essa angustia generalizada, que é o sentimento que paira em nossos tempos, seja substituída por uma luta coletiva.  Para que tudo aquilo que ronda os nossos corpos e subjetividades não sejam tratados como luxo e que tão pouco as nossas existências sejam tratadas como lixo.
Não quero semear filhos, quero semear micro revoluções cotidianas.
Talvez seja essa a minha missão.

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“Hoje foi um dia atipico. Estranho. Como se faltasse algo… Numa conversa rápida com uma amiga e atleta fenomenal ela me comentou uma frase que fez pensar sobre minhas grandes angústias, a segurança da minha família, sempre em primeiro lugar… O amadurecimento intelectual das pessoas quanto a importancia do esporte na sociedade, e claro, o que será feito da medicina numa época em que ao mesmo tempo esta tem tantas possibilidades trazida pela tecnologia mas que se tornou trôpega pela falta de respeito que alguns médicos tem se dado, pela forma que outros têm se comportado e a forma que isso influi na sociedade para que o governo se sentisse a vontade para massacrar uma classe profissional cujos direitos são tratados como luxo e cuja importância é tratada como lixo. Eu queria ser imortal para lutar e cair todos os dias por meus ideais, a disse. E ela me respondeu: “Há um tempo para viver e um tempo para morrer. Você tem 30 e poucos, é o tempo de viver com força e seriedade, é a fase de semear (fazer filhos). Depois tem uma fase de viver sem seriedade: é a fase da colheita. Tudo é lucro. Emenda-se nela a fase de morrer com dignidade – cada um escolhe o seu jeito… é a fase dos mistérios. Faz todo sentido você querer ser imortal. Seja.” Por Marilia Coutinho – 18.06.14 Que eu possa alcançar dignidade sabendo que fui imortal naquilo que acredito. E que se isso me trouxer felicidade e paz, que seja algo desejavel, e para quem desejar, que seja acessivel. Uma boa noite.
Dr. Paulo Muzy

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