Não podemos escutar, sem um mínimo de reação crítica, discursos como estes:

“Não podemos escutar, sem um mínimo de reação crítica, discursos como estes:

“O negro é geneticamente inferior ao branco. É uma pena, mas é isso o que a ciência nos diz.”

“Em defesa de sua honra, o marido matou a mulher.”

“Que poderíamos esperar deles, uns baderneiros, invasores de terra?”

“Essa gente é sempre assim: damos-lhe os pés e logo quer as mãos.”

“Nós já sabemos o que o povo quer e do que precisa. Perguntar-lhe seria uma perda de tempo.”

“O saber erudito a ser entregue às massas incultas é a sua salvação.”

“Maria é negra, mas é bondosa e competente.”

“Esse sujeito é um bom cara. É nordestino, mas é sério e prestimoso.”

“Você sabe com quem está falando?”

“Que vergonha, homem se casar com homem, mulher se casar com mulher.”

“É isso, você vai se meter com gentinha, é o que dá.”

“Quando negro não suja na entrada, suja na saída.”

“O governo tem que investir mesmo é nas áreas onde mora gente que paga imposto.”

“Você não precisa pensar. Vote em fulano, que pensa por você.”

“Você, desempregado, seja grato. Vote em quem ajudou você. Vote em fulano de tal.”

“Está se vendo, pela cara, que se trata de gente fina, de trato, que tomou chá em pequeno e não de um pé-rapado qualquer.”

“O professor falou sobre a Inconfidência Mineira.”

“O Brasil foi descoberto por Cabral.””
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 29.ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996. p. 125-134)

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