“Crisálidas” de Madalena Schwartz

O Museu da Diversidade dá início às comemorações do mês do Orgulho LGBT e da Parada LGBT no dia 31 de maio, com a abertura da exposição Crisálidas – promovida pela Secretaria de Estado da Cultura em parceria com o Instituto Moreira Salles. A mostra revela uma série de fotografias de Madalena Schwartz (1921-1993), composta por retratos de transformistas, travestis e personagens do teatro underground paulista. Crisálidas poderá ser visitada gratuitamente até o dia 30 de setembro, no Museu da Diversidade, na estação República do Metrô.

Jorge Schwartz, filho de Madalena e diretor do Museu Lasar Segall, é o responsável pela curadoria da exposição, que reúne 34 imagens clicadas pela fotógrafa ao longo dos anos 1970. As fotos representam um período marcado pela transgressão, apesar do regime militar, em que temas ligados à diversidade e à liberdade sexual ganharam relevância e visibilidade.

Interessada pela androginia e pelo transformismo, Madalena se aproximou do universo LGBT paulistano, frequentado por artistas inovadores, como os integrantes dos grupos Secos & Molhados e os Dzi Croquettes, para retratar esta realidade que coloria os palcos paulistanos.

A fotógrafa ficou fascinada pela excentricidade dessas pessoas, revelada através de suas expressões faciais e sua forma de se vestir. Na maioria das ocasiões, as fotografias eram feitas num estúdio improvisado, no apartamento de Madalena, no edifício Copan. Dessa forma, a fotógrafa estabelecia uma relação de proximidade com os retratados, o que explica a emoção implícita nas fotos.

 

Sobre Madalena Schwartz

Nascida em Budapeste, em 1921, Madalena emigrou duas vezes: em 1934, órfã de mãe, foi viver com o pai na Argentina; em 1960, casada e mãe de dois filhos, mudou-se para o centro de São Paulo. Viveu na cidade até sua morte, em 1993. Não reconhecia no ato de fotografar a realização de uma arte, mas sim uma etapa da luta por reconhecimento que todo imigrante deve vivenciar ao chegar a um país novo.

Crisálidas, entretanto, é uma série fotográfica bastante emblemática do seu exercício da fotografia, pois retrata pessoas que de certa forma, também deixaram vidas anteriores, seguindo por caminhos ousados, orientados pelo signo da diferença. Essa singularidade expressa nas figuras era justamente o que despertava em Madalena a curiosidade e interesse pelo registro fotográfico.

 

Crisálidas, de Madalena Schwartz
De 31 de maio a 30 de setembro
Centro de Cultura, Memória e Estudos da Diversidade Sexual – Museu da Diversidade
Estação República do Metrô – Piso Mezanino
De terça a domingo das 10h às 20h
Entrada gratuita
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