Sobre as conversas com o onbudsman da Folha de SP

Escrevi para o FRRRKguys e aqui no meu blog sobre a problemática matéria assinada pelo jornalista Chico Felitti. publicada pela Folha de São Paulo, que abordou as modificações corporais e suspensão.

Entrei em contato com o onbudsman do jornal e eis que tive a primeira resposta:

“Olá, Thiago, bom dia.
Aqui é Heloisa, sou repórter assistente da ombudsman da Folha, a Suzana Singer.
Seus apontamentos sobre o texto da “sãopaulo” são interessantes e a reportagem parece ter alguns erros, pelo que está contando.
Podemos conversar por telefone, para que eu entenda melhor os pontos que você levantou?
Se puder, deixe um número de telefone, que lhe ligo nesta tarde. Deixo meu telefone e e-mail abaixo.
Obrigada, atenciosamente,”

Recebi a ligação da jornalista e tivemos uma longa conversa. Novamente tentei levantar todas as questões sobre os erros e principalmente sobre o tom preconceituoso do texto. Ela em algum momento falou algo sobre o “humor” do jornalista, bem, humor… (?)
Não houve pedido de desculpas por parte da jornalista – que no momento representava a Folha – e tive a sensação de que toda vez que eu argumentava que o grande problema estava em ser uma matéria que ofendia um grupo de pessoas, havia um tentativa de desvio. A jornalista Heloisa estava focada em levantar os erros de informação e não o teor prejudicial desta. Como ficamos de conversar mais depois e com receio de que talvez fosse apenas uma má impressão, encerrei a discussão.
Para minha surpresa durante a conversa percebi que estava diante de uma matéria que havia sido publicada impressa de um jeito (com o título de “É o fim da picada”) e digital de outro (com o título “Tatuadores e perfuradores de SP temem efeitos de Ato Médico”). O corpo do texto é o mesmo, ruim como já falei em outras situações.

Na sequência do fim da conversa por telefone recebo mais uma mensagem:

“Thiago,
Obrigada pelas informações, estamos fazendo uma checagem da matéria.
Obrigada, Suzana Singer.”

Também tive o conhecimento de que a Heloisa também em contato com o Luciano Iritsu. Além de uma conversa por telefone, a mensagem que ele recebeu foi:

“Olá, Luciano, boa tarde.
Como conversamos, segue o link da matéria como saiu no impresso: http://acervo.folha.com.br/fsp/2013/07/14/41//5882642 e no online: http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2013/07/1310163-tatuadores-e-perfuradores-de-sp-temem-efeitos-de-ato-medico.shtml

Se puder, por favor, releia para indicar o que saiu de informação errada, além da questão da escarificação, pois estamos fazendo uma checagem dessa matéria.
Muito obrigada pela colaboração, deixo meu telefone abaixo.
Atenciosamente,”
Aqui fiquei alarmado com o pouco caso da questão do preconceito envolto no texto de Chico Felitti. A sensação que se confirma é que esse problema é simplesmente ignorado. Ficou claro que a checagem de que se fala é aparentemente sobre os erros de termos, mas não sobre o erro geral. Há necessidade de ser enfático: a matéria em seu todo é um grande erro.
É sobre isso que estou falando, reclamando e brigando. O texto publicado é ofensivo no geral!

Todos os erros que eu poderia mencionar já detalhei na matéria que escrevi e que compartilho abaixo:
http://www.frrrkguys.com.br/tatuadores-e-perfuradores-de-sp-temem-efeitos-de-uma-imprensa-sensacionalista/

O que se pede e o que se espera – antes e agora mais do que nunca – é que a Folha de São Paulo realmente reconheça que esse é o problema.
Até o momento nada foi feito, ficou no popular “por isso mesmo” e é isso.
Se algo mudar, volto a escrever aqui.

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