Documentário: Leve-me pra sair

A sinopse diz que:

“Documentário sobre jovens gays, o que a geração Z está pensando?
Para os jovens, ser gay, bissexual ou lésbica, é um grande problema? Qual a idade ideal para sair do armário? Eles sofrem homofobia, preconceito? O termo “opção sexual” faz sentido? O mundo está mudando pra melhor? Ser gay pode estar se tornando um traço de personalidade como outro qualquer, como ser moreno, gostar de rock ou saber imitar aquele apresentador engraçado da TV?
“Leve-me pra sair” retrata um grupo de adolescentes gays de São Paulo e suas visões de mundo. Os depoimentos de 10 jovens entre 16 e 18 anos chamam atenção para questões importantes e outras simplesmente divertidas. Através do discurso desse grupo, o filme dá voz à nova geração e descobre o que eles pensam sobre identidade, sexualidade e preconceito.”

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Atualmente existe uma corrente de pessoas envolvidas com vídeo, produzindo materiais sobre a questão LGBT. “Leve-me pra sair” vem somar com essa listagem e muito felizmente foi disponibilizado na web pelos seus produtores.
O curta documental traz relatos bastante importantes de adolescentes gays do tempo presente ou um passado não tão distante. É a chamada geração Z, ou seja, aqueles que nasceram da segunda metade da década de 90, até os dias atuais.
Os discursos são interessantes, alguns mostram maturidade e outros passeam pelos pensamentos típicos de adolescentes. Já alguns textos aparentemente seguem o senso comum… No geral, o que fica evidente é que essa geração Z lida muito bem com as câmeras e com a eloquência de seus discursos. Se reproduzem preconceitos ou conceitos desfundamentados é outra questão, o que é notório é que esse ambiente midiático, eletrônico é o habitat natural deles.

O que me causou certo desconforto ao longo dos dezenove minutos e vinte e oito segundos de documentário é que diante da escolha de trabalhar com dez jovens, não há a presença de nem um(a) negro(a). Qual imagem que se constrói diante desse recorte segregativo? É de se pensar, ainda mais quando há no vídeo uma proposição agregada de se discutir a diversidade humana.
Outra questão é que aparentemente houve também a escolha de se trabalhar com jovens da classe média paulistana, que circulam pela Avenida Paulista e viajam ao exterior. Dada questão e escolha é problemática e sugere uma exclusão, ao passo que trabalha a homossexualidade delimitada com brancos de uma classe média, que como muito sabemos é uma minoria em nosso país marcado pela desigualdade social.
Novamente, é um material positivo sim, mas poderia ser potencializado se trabalhasse a diversidade sexual de forma menos burguesa.

No canal do Youtube da produtora, eles notificam que irão produzir novos materiais. Espero ver e ouvir também as vozes de jovens da geração Z, negros, homossexuais, transexuais, pobres, deficientes e etc.

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  1. […] semana eu vi o documentário Leve-me pra sair e inclusive escrevi sobre as minhas impressões AQUI. Fiquei feliz em ver nos fóruns em que participo, a visão crítica de quem assistiu ao […]

  2. […] atrás eu escrevi sobre o documentário “Leve-me pra sair” por AQUI. Agora escrevo para contar que a mesma produtora, Coletivo Lumika, que fez o documentário, […]



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