Uns desabafam e outros se encontram…

Eu ando sentindo que estou enlouquecendo, a sensação não é agradável, confesso… Sinto até um pouco de medo, misturado com a sensação de “estar sozinho” e profundamente deslocado. Não é mera solidão que se resolve com a presença de pessoas, vai além…
Ontem, meu querido amigo e (pra sempre) professor Rodrigo Vilalba, a quem eu não escondo profunda admiração, escreveu algumas palavras em sua rede social, que fizeram com que eu pudesse me sentir menos sozinho. Assumo, fiquei aliviado.
Feliz o momento em que entrei na FMU e conheci essa pessoa maravilhosa. Estudei Moda apenas um ano lá (2005/06) e felizmente carrego as pessoas pela vida afora. Compartilho as palavras do querido mestre abaixo:

“Chanel já virou Coco.
Gropius já virou poeira.
Cadáveres silenciosos nas prateleiras da biblioteca insuportavelmente barulhenta da faculdade onde leciono.
O rock morreu, o socialismo morreu, seu cachorro morreu, os bons modos morreram, os hippies morreram e os hipsters são zumbis com mullets. Todos largados para apodrecer numa poça sem certezas, daquela cor de bosta que se forma quando misturamos

todas as tintas das bisnagas.
Todos mortos: a Escola de Chicago, a Escola de Frankfurt, Voltaire, Elias e os três porquinhos. Brutalmente assassinados na biblioteca da FMU, pisoteados por lolitas maquiadas demais e frajolas com camisetas regatas e tatuagens tribais demais disputando tomadas para ligar seus laptops e acessar o Google. Em plena biblioteca. Em plena luz da noite. “Pow! Pow!”
Bachelard, Durkheim, Kandinsky e a língua.
Peirce, Infante, Levy e o silêncio.
Mortos.
Mas você não. Você está vivo.
Você está vivo. Ao menos faça sua moda e seu design como quem está vivo, em meio a outros seres vivos. Não deixe os zumbis te convencerem de que você também é um zumbi movido a cafeína e doses iguais de sarcasmo, consumismo e desinteresse por tudo o que não pode ser comprado.
Leia mais, moleque.
Leia mais, menina.
Leia livros. E depois, se quiser, escreva livros decretando a morte do livro e de professores velhos que ainda esperam silêncio reverente no solo sagrado de uma biblioteca.”
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  1. […] tudo. Quando digo profundo questionamento, entenda que me sinto beirando a loucura como já disse aqui antes. Quando assim estou, preciso de isolamento parcial ou completo. Eis que vem este filme para […]



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