A vergonhosa eleição de Osasco em 2012

Eu não votei no primeiro turno, estive trabalhando fora da cidade de Osasco e mesmo que estivesse aqui eu não iria. Sinto meu rosto corar só de ouvir alguma coisa relacionada com essa última eleição. E bem sei que a situação está ruim em todas as outras cidades do Brasil. Essa tal democracia liberal a qual querem nos fazer acreditar ser benéfica, cada vez mais dá sinais do quanto está corrompida e desestruturada. Ter que votar no candidato “menos pior” para dizer que estou de acordo com esse sistema político safado é no mínimo dar um tiro na própria testa. Eu me recuso a participar desse esquema cruel e desleal.

Mensaleiro, impugnado pelo TRE e preso por assalto a banco. Peculiar mesmo é a eleição para a prefeitura de Osasco. Um candidato, João Paulo Cunha, teve que renunciar por que foi condenado no mensalão.
Outro, o tucano de Celso Giglio, teve sua candidatura impugnada pelo TER e só continua na disputa por que recorreu ao TSE (mas, como o recurso só será votado depois da eleição, ele corre o risco de ser eleito e não tomar posse).
Chega? Não. Osvaldo Vergínio, o candidato do DEM, é um ex-PM que já ficou preso quatro anos por assalto a banco.” – Lauro Jardim
(grifos meus)Primeiro tivemos a cena do João Paulo (PT), ver a massa de políticos (os tais vereadores candidatos) o apoiando e depois – então somente – da acusação, a retirada do apoio. Vergonha!
Depois o senhor Giglio, barrado pela Ficha Limpa, fez campanha até o último minuto dizendo que tudo não passava de boatos e uma tentativa dos outros partidos de derrubarem sua candidatura. Aham, sei bem. Tanto falou e tanto se fez, que as pessoas votaram e descobriram somente na contagem de votos que os números do fulano seriam zerados. O impasse ainda existe, talvez tenhamos um segundo turno, tal qual o fulano Giglio seja liberado. Como assim ser liberado?
Não vou nem comentar sobre o senhor Osvaldo Vergínio. Eu me recuso.
Pra ficar mais legal a cena toda, o então “vencedor” ao cargo de prefeito foi o vice de Cunha, o senhor Jorge Lapas. Ele pegou o bonde andando, entrou no meio do tiroteio e lá estava. Proposta dele mesmo pouco se sabe. Pouco se sabe inclusive sobre o próprio candidato. Nas ruas o comentário geral era o de “mas quem é o Lapas?”
Ao chegar em casa domingo a noite e ver que o Lapas tinha vencido com mais de 60% dos votos, eu sorri triste.
É tudo tão digno de vergonha, sem ética e moral alguma, que eu prefiro não escrever mais.

Votar no menos pior… Ah, faça-me o favor!

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