Aventuras em Curitiba

Graças ao meu trabalho tenho tido a oportunidade de conhecer o meu país. Dessa vez o destino foi Curitiba. Engraçado que quando sai pela primeira vez do Estado, em 2002 (exatos 10 anos atrás), meu destino tinha sido Londrina. E naquele momento a distãncia me soava terrivelmente maior, a sensação que eu não voltaria mais ou que a demora seria maior do que eu poderia suportar. Lembro de ter chorado muito na rodoviária e minha sobrinha Joyce, que na época era uma criança, chorava baldes também. Detalhe, eu só estava indo pra ficar cinco dias fora, era apenas um vestibular… Mas para quem nunca saia pra “tão longe”, tudo parecia e de fato era “pesado”. Mas depois de ter viajado para lugares mais distantes, pegar 6 horas de estrada é meio que como: “é logo ali”.

Passei a semana inteira estranhamente doente. Sentindo uma fraqueza chata, com vontade de vomitar, desconforto… A vontade era de deitar e esperar o mal estar passar… Não fui ao médico (como de costume), optei por repousar, tomar soro em casa e ver o que iria dar. Nada de atividades físicas ou qualquer coisa que exigisse muito de mim, psico ou fisicamente falando.
Quinta e sexta fui dançar no Erosão, muito medo de piorar ou passar mal, mas deu tudo certo. O desejo maior era que eu melhorasse pra viajar bem, até porque eu iria performar e precisava do meu corpo em um estado mínimo de força e resistência. Que nada!
Fui viajar todo estranho ainda, passando mal em alguns momentos no bus e torcendo para chegar logo. Chegando em Curitiba, um calor maravilhoso, achei que estivesse no lugar errado. Brinquei dizendo que tinha parado na Bahia. Os meninos (Buga, Enzo e Iritsu) me encontraram e fomos pra casa do Compadrito. Lá encontrei o Jorge e o Snoopy.
Energia boa no ar… Mas meu corpo nada de melhorar. Já deixei avisado aos meninos que se eu passasse mal durante a performance, era pra me levarem direto ao Hospital, por conta da semana mesmo.
Demos uma passada pela convenção Incorpore, que estava bem bonita. Logo estavámos onde rolaria a Frrrkcon 000.3. Contando assim tudo parece rápido, mas foi desse jeito mesmo. Bem dizer fiquei apenas por 24 horas em Curitiba.

A performance Empty… Ai… Bem, não consigo ainda verbalizar todas as sensações e o quanto esse trabalho íntimo e confessional significou. Comentei com o Enzo, que ficava com flashs na cabeça… Ainda estou e talvez eu não saia desse “momento”…
Eu alcancei durante a ação um estado bem limite e que me trouxe uma sensação nova e muita intensa… Talvez eu possa comparar com um quase desmaio ou uma pequena morte. Não sei por em palavras.
Em Black no Ceará, eu queria desligar e consegui, mas mantive uma consciência desperta. Dessa vez eu perdi tudo, foi um vazio completo. Desculpe por não saber descrever com exatidão. Mas não é fácil.
Foi muito especial.

Galera de Curitiba muito querida, Pri, Thiaguinho, Compadrito, Mari, Rafa e toda galera que tive a oportunidade de conversar. Faltou tempo e faltou eu estar melhor de saúde… Mas vamos ter outras chances ainda!

Foi uma viagem bem rápida, mas muito produtiva. Pude conhecer pessoas incríveis e viver momentos bem bonitos.
Obrigado aos companheiros de viagem…
Gratidão!

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  1. […] falei de Empty AQUI, e volto a dizer, novas […]



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