Indiferença

Como as coisas são ou se tornam. Na discussão que aconteceu entre os meus amigos de faculdade sobre o tal Diário de Classe, a Andressa citou o filme Detachment. Deixei anotado o título nas minhas abas favoritas. Semanas depois, quando eu desabafa no twitter sobre as minhas dificuldades em lecionar, o filme surgiu de novo, dessa vez indicado pela minha amada Elô.
As duas garotas não se conhecem, têm em comum a minha amizade e eu a sorte de ter duas amigas que assistem filmes – muito – bons!
Hoje tive um tempo extra, pude sentar e assistir o tal do Detachment. É um filme forte e intenso, do começo ao fim. Um espelho da sociedade contemporânea em vários sentidos, apesar de tratar como plano central a questão da educação. Em alguns momentos senti como se eu olhasse em um espelho, pude me ver. Não falo isso por um viés narcisista, mas sim no sentido de me encontrar no filme e pra ser sincero, partes que nem gosto tanto em mim: o descontrole, a perda da humanidade, a coisificação, a prostituição, a violação….
Eu fui almoçar hoje e não conseguia conversar muito. Mais que comer eu precisava meditar.
Pensei muito no meu trabalho Indiferença, não mais… Ainda há muito o que pensar.

“Y’know it’s funny, I spend a lot of time trying to not have to deal… to not really commit. I’m a substitute teacher, there’s no real responsibility to teach. Your responsibility is to maintain order, make sure nobody kills anybody in your classroom, and then they get to their next period.” – Henry Barthes

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