Barry Winchell e a história que me machucou

Eu deveria ter escrito sobre isso antes, mas não deu e vai agora. rs

Faz um tempo eu vi o cartaz do filme Soldier’s Girl, no entanto acabava sempre optando por outro título e deixava este para depois.
O depois passou, passou, demorou e então sábado fui ver o filme e confesso que sem muita expectativa, não sei ao certo o porquê. O começo do filme já delatava o seu final, um “romance trágico” e por ser um filme baseado em fatos reais, o  fim do fime já estava posto no começo. Não há tempo para segredos no longa, exceto aquele que rondava a sexualidade de Barry Winchell, por certo nem ela ficou velada por muito tempo… Antes tivesse, talvez ele estivesse vivo ainda ou talvez tivesse se matado…

Não vou me aprofundar sobre os detalhes do filme e acho que não pretendo assisti-lo por uma segunda vez. Quando este acabou, eu me sentia igualmente acabado, desolado, entristecido… Apesar da sensação horrenda eu não conseguia chorar… Talvez as lágrimas aliviassem a sensação péssima do momento.
O resumo da missa é: em 1999, Barry Winchell que servia o serviço militar  norte-americano  foi morto brutalmente dentro do exército e por homofobia.
Fui ler as matérias do período, já que não fazia tanto tempo que essa barbaridade havia acontecido… A vontade era de encontrar algo como “isso não aconteceu”, talvez eu pudesse sorrir da anedota amarga… Achei até um artigo na Revista Veja, de péssimo gosto como quase tudo o que eles produzem.
Mas estava lá, essa monstruosidade aconteceu de fato. Fiquei comovido pelo fato da família Winchell ter comprado a briga e lutado pelo fim do “Don’t ask, Don’t tell” dentro das forças armadas. Fiquei comovido em ver o engajamento tardio, mas que ainda se fez válido…

Que tristeza… Um fiapo de revolta que não desceu a garganta…
Será que as pessoas não percebem a insanidade disso tudo?
Que civilização é essa? Que mundo é esse?
Eu me sinto de luto, um constante luto.

Os anos passam e as pessoas não aprendem absolutamente nada. Todos os exemplos trágicos não servem pra nada, assim como vêm, vão pra vala do esquecimento. Isso é burrice ou escolha você o nome que te agradar…
Creio que a homofobia seja ainda benéfica ao sistema econômico da maioria dos países. Caso contrário tudo já teria mudado.
Creio ainda, que discursar contra a homofobia é ir contra os preceitos das igrejas e aqui no Brasil temos um exemplo claro da formação da “santa aliança” e o poder desta sobre os políticos, lembremos a última eleição presidencial.
Pensando a força de manipulação em massa da igreja e o poder desta no âmbito político e econômico, a sensação é de puro temor.

Tudo vai de mal à pior, o que abarca a minha saúde mental diante dessa brutalidade sem fim.

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Comments
One Response to “Barry Winchell e a história que me machucou”
  1. jhulia disse:

    Assisti hoje e fiquei com a mesma sensação, dura realidade.

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