A homofobia é um trambolho

O texto é de Marcos Santo e do ano de 2009. Fala um pouco sobre a homofobia em Portugal…
Acidez para os estômagos, merecia ser compartilhado aqui.

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A sociedade portuguesa tem debatido ultimamente se o casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser legalizado.

Os que estão contra o casamento gay são pais e mães de família justos, piedosos, dedicados e pacatos. Não são maus heterossexuais, não senhor. E não desejam ser vistos como gente horrível que descrimina outra só por se sentir atraída por pessoas do mesmo sexo.

Os que estão contra o casamento gay são defensores das liberdades individuais e consideram que cada um deve poder praticar os actos porcos e nojentos que desejar, desde que o faça lá naquelas discotecas e catacumbas onde se encontram para se comerem uns aos outros.

Não se trata de homofobia, pois ninguém deseja proibir essas poucas-vergonhas; o objectivo é impedir que uma pandemia de paneleirice aguda lance o pânico entre os portugueses.

Aos gays é reconhecido o direito de se considerarem seres humanos: podem passear pelas ruas, ir ao cinema, ao teatro, fazer teatro, trabalhar, escrever, comprar uma casa, ter cães, gatos, amigos ou amantes à vontade, dedicar-se à decoração e ouvir Abba de forma obsessiva mas, caramba, pelo amor do Deus que criou Adão e Eva e os mandou foder, perdão, multiplicar-se, o gay tem de aprender a comportar-se com um mínimo de decência! Não pode andar por aí aos linguados e aos apalpões, pois isso incomoda muita gente e excita alguns cristãos.

Consideram também os oponentes ao casamento gay que o pior nem é a possibilidade de a lei consagrar uma relação amorosa entre dois seres humanos; o pior é que depois eles vão querer adoptar crianças.

E assim se entra em território sagrado, porque todos sabemos que uma criança é muito impressionável: interessa-lhe lá ser amada, apoiada e acarinhada? O que a marcará para o resto da vida é descobrir o que andam a fazer os maricas depois de lhe contar uma história para adormecer e dar-lhe um beijinho de boas-noites. Podem imaginar o trauma que uma criança sentirá quando souber que ninguém engravida pelo cu?

Uma criança criada por um casal heterossexual, pelo contrário, não está sujeita a esse terrível trauma e nunca, nunca, será homossexual, a não ser que seja contagiada pelo vírus da paneleirice aguda que os defensores do casamento gay se preparam para libertar.

Via Bitaites

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