Veganismo e esportes

Em 2007 eu comecei uma dieta vegana e que perdura até hoje. A verdade é que desde criança tive bastante intolerância com carne, o mesmo não acontecia com os derivados de animais, nunca tive problemas com leites, ovos e afins. Depois de um processo de conscientização e amadurecimento pessoal comecei a ter problemas com o consumo destes produtos, eles feriam os meus princípios éticos. Fiquei alguns anos em uma dieta ovo lacto vegetariana, até que em 2007 pude migrar para o veganismo sem muitos problemas.
Hoje costumo dizer que o veganismo está muito atrelado a questão ética pra mim e se tornou tão comum, que não sei mais viver de outra forma. Não, nem pretendo e nem quero ter outro tipo de dieta.
Bem, junto com esse processo de alimentação fui me infiltrando nos esportes, coisa que sempre me era vetado por conta da minha (in)constante asma.
Na verdade na pré-adolescência fiz um pouco de natação, patinação de rua e jogava hockey… Mas sempre tinha que interromper por conta de crises asmáticas. Muito chato para um pré-adolescente cheio de energia pra explorar.
Em 2007 passei a frequentar regularmente o treino em musculação, não com a ideia de ficar “grandão”, mas na busca de fortalecer minha atividade pulmonar e me possibilitar ter uma maior qualidade de vida. As performances começaram a pedir de mim uma maior resistência física também…
Então assim, fui seguindo esse caminho. Parando uns meses, seguindo outros… Mas desde 2007 exercitando o corpo.
De uns anos pra cá entrou nesse esquema a coisa da dança também, que potencializou absurdamente todas as minhas questões com o corpo, saúde e bem estar. Sinto como se fosse tudo um processo bem interligado.

Nunca na minha vida pratiquei tantas atividades físicas e que exigem muita resistência. Estou feliz com essas experiências.
Usualmente a gente ouve que veganos são fracos (não no sentido só muscular) e eu tenho que refutar essa teoria.
Estou há cinco anos vegano e nunca me senti melhor em minha vida.

Sinto a falta de ter um grupo de veganos atletas para trocar receitas de treinos e dicas de modo mais amplo. Sei que na gringa existem sites e grupos e que a coisa tem rolado muito bem por lá.
Meu amigo Lin me apresentou algumas coisas de pessoas engajadas com essa causa no Brasil, mas me pareceu tudo muito disperso. Em todo caso, fiquei feliz em ver essa movimentação nacionalmente e espero que isso seja potencializado.

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