Café Tecnológico: Performance | Multimídia

Ontem foi dia do Café Tecnológico sobre Performance | Multimídia + Internet. O meu interesse em participar se dava por várias causas. Primeiro que queria ver a fala da Pris (Davanzo), que além de ser uma amiga amada é uma artista que me influencia muito e a tenho como mentora. Depois queria conhecer o trabalho do Samuel e da Lali, pela questão da dança e por tudo mais.
Além disso, tenho “jogado” com a possibilidade da internet e da multimídia em meus trabalhos. Obviamente que tudo de forma pequena, mas são experimentos nesses campos. O Project: Ang3l, Enquanto eu estava pensando em você e Indiferença, não mais!” são alguns exemplos dos meus mergulhos nesse campo digital.
Samuel Kavalerski abriu o Café nos contando sobre sua trajetória e alguns de seus trabalhos. Gostei demais do Corpo do Príncipe (2005), trabalho de conclusão de curso do artista em que ele questionava o papel da figura do príncipe na dança.
Na sequência ele nos apresentou o Pas de Danse. O “pas” nesse trabalho entra como advérbio de negação, nesse sentido o título sugere uma não dança. Bem, o trabalho é em síntese genial.

Priscilla Davanzo foi a segunda a tomar a palavra. Achei interessante e ao mesmo tempo curioso vê-la abrir o seu discurso com a explicação de que ela não é somente uma performer e sim uma artista que utiliza o corpo, para diversos trabalhos e não então somente performances. Outra surpresa bastante significante pra mim, foi ver que dentre um monte de trabalhos que a Pris já realizou, ela selecionou justamente uma performance feita durante uma Frrrk Guys Party de nome “Everyday life and Everyday People“. O coração acelerou mais rápido, confesso.
Nesse trabalho a artista ficava deitada em uma escada por algumas horas. A escada separava a pista de dança, do bar e dos banheiros. Logo, era ponto de passagem constante. Priscilla confessa sua paixão em assistir a reação das pessoas e pontua que sempre se surpreende. Com esse trabalho não foi diferente. Logo depois, ela nos contou sobre uma performance de interatividade analógica, que também é bastante interessante.

Por último tivemos a fala da artista Lali Krotoszynski. Fiquei encantado com os softwares que essa artista utiliza em seus trabalhos. Lali nos apresentou o Ballet Digitalli que fez parte do Emoção Art.ficial 5.0.

Por fim ela nos contou um pouco sobre a pesquisa do Entre (2008) e do Body Weave.

Para acabar bem o café rolaram umas perguntas bem interessantes e com debates igualmente ricos. Achei tudo muito válido pra mim como artista, pesquisador e performer.

Digno de nota e questionamento é: o que acontece com a baixa presença de público em eventos e encontros tão bons como este?
Fica no ar.

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