Mudanças que a gente não espera…

“Would you erase me?”
Eternal Sunshine of the Spotless Mind

Eu sempre fui meio intolerante com relacionamentos. Era o primeiro a dizer que as pessoas não eram obrigadas a engolir sapos e que poderiam romper os seus relacionamentos assim, com a facilidade com que estalamos os dedos.
Bem, como viver é um constante work in progress, estamos sempre nos contradizendo.
Veja bem vocês, depois de tomar paulada na cabeça, hoje eu sou aquele que defende a ideia de que as pessoas precisam lutar por seus relacionamentos e nem me reduzo aos relacionamentos amorosos-sexuais. Se há amor, nenhum relacionamento pode ser tratado com tanto desleixo e descaso ao ponto de ser descartado na primeira, segunda ou terceira crise.
Sinto profunda admiração por pessoas que passam 1, 5, 30 anos juntos. Sejam casais, amigos, familiares e por assim em diante. A jornada de viver com outrem não é fácil. Apesar da minha outra – e nova pra mim – concepção sobre relacionamentos, não me idiotizei tanto a ponto de achar que quem tem anos de vida em comum, por ironia do destino encontrou facilidades no caminho. rs
Não há facilidades para ninguém, independentemente da cor, credo, gênero, classe social, etc.  Viver não é fácil pra ninguém, goste a gente ou não.
Já briguei com a minha mãe, com o meu pai, com o Andy, com a Elô e com um monte de gente que eu realmente amo – e sei que a recíproca é verdadeira – e sou muito, mas muito mesmo, grato por não termos desistidos uns dos outros. A vida seria profundamente triste, diria insuportável, se eu os tivesse descartados em alguma crise das diversas que tivemos.
Todas essas brigas, pequenas ou grandes, me fizeram crescer e ver o mundo com outros olhos.
Novamente eu digo, pois eu sou repetitivo e nem ligo, que felicidade a minha saber que tenho pessoas que não desistiram de mim e que fizeram valer cada “eu te amo” que já me disseram ao longo desses anos.

A última semana serviu para aprender muitas coisas sobre mim e sobre os outros.
Não vou me aprofundar nos pormenores para preservar o pouco do que sobrou, mas meu namoro acabou.
No calor do momento, pensei em cortar relação com o mundo, me excluir de tudo e me limitar ao meu quarto. Mas sabe, a vida é esse vai e vem de gente mesmo e eu já deveria ter aprendido isso faz tempo.
Não, definitivamente eu não quero me excluir de nada, quero ser feliz e viver em paz.
Talvez eu nunca mais encontre um namorado de novo ou talvez encontre em algum momento, e se isso acontecer vou dar o meu melhor como sempre tentei fazer, obviamente que dentro das minhas limitações humanas.  Vai dar certo? Só o tempo vai dizer.
As mudanças que a gente não espera podem machucar e doer muito, mas servem também para reforçar que eu tenho a melhor mãe do mundo, os melhores amigos que eu poderia ter e que os cães sim, estão com a gente na saúde ou na doença.

Fica meu mais sincero e profundo agradecimento para todas as pessoas que não desistiram de mim ao longo desses anos. Sei que não sou uma pessoa fácil, mas tento melhorar. rs
Igualmente deixo o meu abraço para as pessoas que ultrapassam a arrogância, o medo, a covardia e todas as pequenitudes humanas para viver ao lado daqueles que amam.

Pelo que vale a pena de fato, o amor.

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