Mostra do Vocacional na Galeria Olido

Todo dia eu olho para o meu mural e vejo todas as coisas que escrevi em relação ao que queria para esse ano, que por sinal já está tão próximo de acabar. Não lembro quem, mas sei que alguém me disse que “traz sorte” essa coisa de mentalizar aquilo que queremos. Bem, talvez essa “receita” funcione para alguém, pra mim não, definitivamente… rs
Verdade seja dita, quando percebi que mais da metade das coisas que eu queria não se concretizaram e tão pouco se concretizariam em 2011, se alojou um mal estar dolorido.
Algumas das coisas que pareciam óbvias de se realizarem, como sendo o caminho natural das coisas… Num piscar de olhos ganharam caminhos outros e alguns tão tortuosos, pesados…
Sem contar que quanto mais velho eu fico, mais eu me cobro e mais estagnado fico. Ciclo danado de ruim, mas tem sido assim. O que não quer dizer que será sempre assim. Por sorte tenho a minha mãe, que é parceira e amiga ao extremo.
Das coisas que escrevi, do desejo sincero transposto em palavras, e que felizmente se concretizaram foi a possibilidade de ter o meu corpo em movimento. Eu pude dançar!
Não consigo verbalizar o lugar que minha mente alcança quando estou ali em movimento. É o momento em que sinto “a” sintonia com todos os deuses e seres e, por fim, me sinto vivo. A dança – assim como a performance – me aproxima da Terra do Nunca e faz com que a vida seja verdadeiramente vibrante. Eu honestamente gosto desse sentimento e energia toda.
Pensei em tirar a folha com as palavras do meu mural e joga-la fora, obviamente que pela aparente maldição que tudo isso se tornou, mas não… Vou deixa-la até o último dia do ano, quando escreverei as novas palavras para 2012.
Quero guardar essa folhinha de desejos, assim como as futuras que terei. Tenho certeza que um dia vou rir e chorar de saudade disso tudo, é sempre assim… E vou até mesmo lembrar com algum carinho das mazelas de 2011 e acredite não foram poucas.
Bem, inicialmente eu só iria escrever da alegria que foi ter dançado pela primeira vez na Galeria Olido e como tudo isso foi importante pra mim. Ah! Iria comentar também que ao ver o vídeo, ficou aquele sentimento de como seria bom que meu pai estivesse ali na primeira fila assistindo. Se ao menos a “ordem” das coisas tivessem sido outras… Se ao menos houvesse alguma ordem em alguma coisa… Mas bem sei – e eu sinto isso – que ele esteve não só ali na primeira fila, mas também guiando cada batida do meu coração. O trato era os dois juntos pela eternidade, assim – sempre – vai ser.
Perceba que acabei dizendo bem mais do que havia pensado, mas já que as palavras sairam, deixem-as  estar…
É tudo um movimento.

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