Dias de inverno…

Eu fico tentando lembrar de quando eu gostava do inverno. De sentir o meu nariz gelado, olhar no espelho e ver a sua ponta avermelhada. Quando eu era pré-adolescente, adorava abraçar as pseudos namoradinhas com as suas blusas de moleton. Era tão inocente e puro. Gostava das fogueiras também… Uma vez levei milho de galinha para fazer pipoca, todo errado e cheio de boa intenção.
Depois, quando adolescente, gostava mesmo é de tomar garrafas de vinho com meus amigos e depois sair semi nu pela rua, procurando por alguma coisa que eu não sei o que… Fiz tanto isso. Nessas idas e vindas – da feliz embriaguez dionisíaca juvenil – descobri que a gente nunca encontra aquilo que não sabemos o que é.
Em suma, eu tenho belas memórias dos dias de inverno. Não sei ao certo, quando minha preferência pelo verão passou a ser preponderante. A gente muda tanto o tempo todo, numa atitude similar às próprias estações.
Pois bem, receio que o inverno não seja um bom companheiro para o meu humor que anda um tanto abalado. Disse para uma querida amiga hoje, a Sil, que me sinto uma tartaruga quando estou triste: cabeça para dentro do casco e sigo quietinho.
Sigo quietinho…

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