Exhibition

“E sem dúvida no nosso tempo, que prefere a imagem à coisa, a cópia ao original, fantasia a realidade, aparência à essência,(…) considera-se que somente a ilusão é sagrada, e a vontade profana.”
Ludwig Feuerbach – A essência do cristianismo, 1841

Quando eu me inscrevi para o workshop do CCSP com a Cláudia Müller, o fiz sem muitas expectativas de aprovação. Primeiro, não sou bailarino de formação e tão pouco artista de formação, eu sou é um apaixonado pelas artes e que acredita que o mundo pode ser questionado e melhor(ado) através de manifestações artísticas. Admito que também sou demasiado curioso e depois de inundar a minha alma com as palavras de Ismael Ivo, no workshop do Sesc Pnheiros,  a minha curiosidade em investigar possibilidades se ampliaram.
Pois bem, entre a correria insana que foi o final da minha tardia graduação, enviei meu currículo e uma breve carta de intenção, confesso que achei até breve demais. Apesar de falar pouco, eu penso muito e consequentemente escrevo um bocado também.
Os dias passaram e eis que recebo um email de Cláudia Müller com a listagem de aprovados. Não tive coragem de abri-lo de imediato, respirei fundo, enchi a mão no mouse e pra minha surpresa lá estava o meu nome. Uau, que sensação boa!

Olhando os outros nomes – eu disse que sou curioso – vi o da minha amiga Michelle Matiuzzi, nem sabia que ela tinha se inscrito também, na hora corri para o facebook dela. Alegria total!

Enquanto não chegava o primeiro dia do espetáculo, procurei conhecer um pouco mais o trabalho da Cláudia e busquei tudo o que pude sobre Exhibition. Só Google salva, amém!

Logo no primeiro dia, cheguei mais cedo e encontrei a Mi – sem combinar nada -, bateu o maior sentimento de segurança.
Cheguei na sala de ensaio 1,  a mesma em que fiz o meu primeiro workshop de dança em 2010 com o Wesley Duarte no Projeto Humores Anômicos . Ai, aquela energia…

Eu esperava um trabalho mais físico e pra minha – feliz –  surpresa foi um trabalho inteiro político, pairava sobre as mentalidades inquietas e inconformadas. Eram protestos e infinitas discussões sobre a arte contemporânea, algumas que inclusive já venho fazendo através da arte da performance e da minha vida em si.  Novos nomes, trabalhos e ideias me foram apresentados, bebi da fonte com a Cláudia Müller. Nesse meio tempo, li uma crítica bem interessante sobre Exhibition, feita pelo Joceval Santana.

Com o passar dos dias – confesso que de um dia para o outro – a turma foi ficando na mesma sintonia e completamente integrada. A impressão que se dava é que todos se conheciam há décadas. Essa sintonia era essencial para boa execução do espetáculo, a coisa de conversar pelo olhar sabe?

Nesse processo, tivemos duas baixas e para alegria geral também teve a chegada de mais um integrante. A equipe Exhibition estava pronta!

A primeira apresentação congelou a minha barriga de tanto friozinho que senti, além de curioso eu sou ansioso. No final do primeiro dia, voltei para casa com a frase: “que trabalho fantasticamente irônico”. Ah! Foi a minha primeira experiência em ficar dias em cartaz, foi novo e estranhei um pouco. Estava acostumado com os intervalos absurdos entre uma performance e outra.

A turma? Bem, nessas alturas já era pura intimidade, carinho, respeito e satisfação em estarmos ali.
Entre uma apresentação e outra, tivemos uma super aula de yoga com o Gabriel Nunes, uau!

Fiquei pensando que meu pai iria gostar muito de ver esse espetáculo e participaria de tudo na maior… Tudo o que faço de legal eu imagino que ele poderia estar lá. De certa forma ele sempre está…

No sábado o amigo Filipe Espindola foi nos assistir e foi muito bom tê-lo por lá. No domingo foram vários amigos também, Jullye, Milze, Lu Iritsu, Jana e bateu um peso de responsabilidade em fazer bonito. Pode soar meio como carência, mas eu sinto a falta de ter os meus amigos e alguns familiares nas apresentações que faço ou participo de alguma forma. Mas só para esclarecer, mais que uma simples carência é uma vontade de partilhar as coisas boas da minha vida com aqueles que eu amo. Sei que cada um tem a sua vida e suas obrigações, mas eu sinto falta… Sim, é problema meu! rs

Retornando… Chegava o último dia do espetáculo, coração apertado…
Cláudia Müller nos agradecia e poxa, eu ficava ali ouvindo e pensando no tamanho da gratidão que tinha com ela, foi lindo ter passado por toda aquela experiência única. Eu acho que devo ter repetido centenas de vezes “muito obrigado”…

Claudinha Müller, Ana Paula Emerich, Camila Vinhas, Carol Castanho, Denise Rachel, Filipe Barrocas, Gabriel Nunes, Mavi Veloso, Michelle Matiuzzi e Roger Salatini, eu sei que foram poucos dias, mas preciso dizer que vocês acrescentaram muitas coisas boas em minha vida, sou grato à cada um de vocês!

Que a vida cruze cada vez mais os nosso caminhos…

Tcha, tsiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii e corri para festejar. Super obrigado!

Vídeo do Espetáculo

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